Através de emenda ao Plano Plurianual, Divaldo Lara alerta sobre intenção do Executivo em criar novas secretarias.
Foi votado na sessão desta segunda feira o Plano Plurianual (PPA), que determina a previsão de gastos do Executivo para o quadriênio 2014-2017.
A adoção do Plano é obrigatório para os municípios planejarem suas ações e a cada ano deve ser realizada uma avaliação do processo de andamento do que estiver previsto.
Divaldo Lara destaca a importância deste planejamento para o desenvolvimento sócio-econômico de Bagé e após estudo das mais de 100 páginas do livro que compõe o PPA, mostra que entre os itens está a previsão de criação de novas secretarias, onerando os cofres do município em mais de 2 milhões. Com base nisto, o vereador apresentou emenda suprimindo a previsão orçamentária para este ítem, rejeitada pela bancada governista.
O projeto para criação das novas secretarias está atualmente suspenso na Câmara, mas a inclusão do ítem na previsão orçamentária e a rejeição à emenda representa para o vereador o indício de que haja intenção em trazer o projeto à discussão a qualquer momento.
Após a rejeição da emenda, Divaldo Lara com a bancada do PTB e PP votaram contra o plano plurianual com a redação original, entretanto tiveram voto vencido e o plano acabou sendo aprovado.
“Dois milhões é o valor contemplado no plano para a criação das novas secretarias, sem contar o valor do salário dos secretários. Considero um valor muito alto para um município que tem capacidade de investimento de apenas 2,5% ao ano. Se a Prefeitura fosse uma empresa, estaria à beira da falência”, diz o vereador expondo dados obtidos com a Secretaria da Fazenda do Município.
Outro ítem que chama atenção no plano plurianual é a extensão do prazo para término da barragem da Arvorezinha, cuja nova data prevê até o ano de 2017. No plano anterior, a previsão findava em 2013.
Lara ressalta também que são poucas as secretarias que cumprem a avaliação do processo de andamento do plano, com funcionário da pasta com capacidade e dedicação para acompanhar a execução das metas. Segundo o vereador existem secretários que desconhecem os valores destinados à sua própria pasta, contemplados no orçamento do município. Para estas secretarias, o plano torna-se sem finalidade e não cumpre seu objetivo.