Tomógrafo da Consulta Popular perde garantia e continua sem uso

Hoje pela manhã, a Comissão de Finanças e Orçamento, da qual o vereador Divaldo Lara é relator, emitiu parecer favorável à tramitação de dois projetos autorizando o Poder Executivo a abrir crédito destinados à aquisição de equipamentos e materiais para o Bloco Cirúrgico do Hospital Universitário. Os valores citados nos projetos 114 e 115 somam 735 mil reais.

Durante a reunião, o Vereador deixou registrado que, parte deste valor, será destinado à construção da sala para o tomógrafo, fruto da consulta popular, comprado há cerca de dois anos e que continua sem uso, guardado em local impróprio próximo ao Hospital Universitário.

A manifestação do vereador levou os vereadores PTB, Divaldo Lara, Bocão, Esquerda, Edimar Fagundes (PRB) e Antenor Teixeira (PP)  ao local onde o aparelho está guardado desde 2011 quando foi importado da China. O motivo do aparelho não estar em funcionamento e salvando vidas é a falta de uma sala especial adequada contra a radiação, que necessita ser construída na instituição hospitalar.

Divaldo Lara, ao ver as caixas empoeiradas, considera o ato um descaso do Executivo com as questões da saúde e lembra que o prazo de garantia do aparelho venceu a mais de um ano. O vereador ainda projeta que o tempo para construção da sala ainda deva levar cerca de 1 ano.

No final de 2011, o vereador encaminhou, através de recursos oriundos da Câmara de Vereadores, 50 mil reais para o início da  construção da sala. Inúmeras vezes, na tribuna, solicitou à Prefeitura que complementasse o valor necessário, dando prioridade ao assunto e retirando parte dos  500 mil reais destinados ao Parque do Gaúcho ou dos 2 milhões para o gabinete do Prefeito.


O argumento de líderes do governo de que o hospital é uma entidade privada nunca contentaram o vereador, que continuou sua luta, mostrando que 70% dos atendimentos na instituição hospitalar são do SUS. Além disso, o município gasta de 15 a 20 mil reais comprando exames de tomografia todo mês.

Agora, obtido o parecer favorável pela Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, o projeto para liberação da verba vai à votação no plenário.