Vereadores do PTB são chamados pelos moradores para audiência na zona leste com a Prefeitura.

Convidados pelos moradores da zona leste, o Vereador Divaldo Lara e o Vereador Esquerda estiveram presentes na audiência pública realizada pelo Governo Municipal no Centro Social Urbano, localizado no Bairro Pedra Branca.

Visando tratar sobre a contribuição de melhoria em decorrência do asfalto que será colocado na região para o primeiro lote de moradores, Prefeito e Secretários encontraram uma platéia hostil à proposição. A baixa renda da maioria dos moradores, aliado ao fato desta contribuição jamais ter sido mencionada durante o período de discussão e, principalmente o eleitoral, causou o descontentamento dos presentes.

Questionados sobre as outras regiões que receberam asfalto sem nenhum tipo de cobrança, o Secretário da Fazenda argumenta que este tipo de cobrança deve ser previsto desde o início do projeto e que tal cobrança não havia sido prevista para outros locais. Entretanto, vale lembrar que o início desta proposição para a zona leste ocorreu no final de 2011 quando o projeto foi aprovado pela Câmara de Vereadores em sessão realizada no CTG Sentinela da Fronteira e que durante o ano eleitoral de 2012 nenhuma menção ao fato foi feita.

Vereador Esquerda, morador da região, levando o caso específico de  um morador, lista 17 impostos pagos pelo cidadão e considera injusta a oneração de mais 100 reais mensais para o bolso do contribuinte. "Não contem com o meu voto para esse projeto", garante o vereador.

Outro argumento usado pelo Prefeito para justificar a cobrança é de que o Tribunal de Contas está fiscalizando e exigindo a cobrança da contribuição de melhoria e que, portanto, a prefeitura deveria agir desta forma.

O vereador Divaldo Lara entende que existem soluções para que o valor não precise ser cobrado dos moradores e indica que a defesa do Governo para com o tribunal de contas, refira-se ao fato da maioria dos moradores serem de classe média baixa. O vereador ainda cita a "avaliação contributiva", medida em que o Governo  pode avaliar a capacidade de cada morador em contribuir ou não.

Divaldo classifica como "injusta" não apenas a cobrança da contribuição de melhoria, mas também a forma que a Prefeitura quer utilizar para o parcelamento, visto que fará um financiamento com prazo de 22 anos e quer cobrar da população em um prazo de 5 anos e meio, podendo ser ampliado para 10.

Ao se encaminhar para o final do pronunciamento, Divaldo Lara ainda menciona que lutará de todas as formas para que este projeto não seja aprovado na Câmara de Vereadores sob nenhuma hipótese.

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