Artigo: Em benefício de quem mais precisa

Presidente da Câmara de Vereadores de Bagé

Sempre tive comigo, desde que entrei para a política, mesmo ainda sem saber seu significado original, que o objetivo da política é fazer pelas pessoas utilizando os mecanismos e serviços oferecidos pelo Município, Estado e País. Ou seja, fazer em benefício das pessoas me faz sentir melhor como ser humano, sentir realizado, cumprindo a missão que me propus.

Todos os dias na Câmara de Vereadores converso com os mais diferentes tipos de gente. Chegam até o Legislativo, encontram-me na rua, em eventos, em seus bairros ou trabalho. Em cada uma há uma história interessante, em cada uma há uma vida que merece atenção.
Tenho certeza que sei muito bem os motivos que me movem na jornada pelo bem das pessoas. Assim, caminho como uma formiga, que é rápida, mas sabe o limite do peso que pode carregar. Muitas vezes, conforme o problema que aparece à frente, quero ser mais audacioso, na busca da solução eficiente, mas sei que não é possível. Então, amplio a rede de amigos e conhecidos para que aumente o número de mãos capazes de amparar o problema e encontrar a solução.

Eis uma estratégia que muitas vezes não é compreendida, porque nem todos querem o sacrifício, embora almejem o bem.
Lembro das vezes em que parei para conversar e encontrar solução para problemas de: fome; frio; emprego; doença. Também lembro de palavras amigas de: como posso ajudar? Tenho uma ideia para nossa cidade. Te cuida, meu amigo, a política é muito perigosa! Vim te dar um abraço pelo teu trabalho.

E como não guardar no fundo do peito coisas como: perdi todas as minhas coisas na enchente (2009); meus dois filhos vão embora de Bagé procurar emprego; como vou pagar R$ 800 de excesso de água, somos só dois numa casa pequena; dá medo a violência no meu bairro, não vou mandar mais meu filho para o colégio.

Há o conforto de amigos, pessoas que são compreensivas com o trabalho, mas como resolver problemas onde a gestão municipal está falida? Onde quem tem que administrar não consegue ter iniciativa, não se move, não apresenta soluções? E o pior, quando a Câmara mostra o caminho, gritam ser inconstitucional, protestam, mas nada resolvem.
Outro dia, conversando com minha família, compreendi que apesar dos pesares, há mais gratificação que dor, principalmente quando não se desiste da luta. Há mais sorriso que lágrimas, quando esse é o objetivo. Há mais amor que ódio, quando o coração está aberto.

Como presidente da Câmara tenho tido a satisfação de atender a todos, indistintamente, e perceber que a esperança existe e os dias melhores virão.
Não tenho dúvidas que o caminho é árduo, mas vale a pena percorrê-lo porque nada dá mais satisfação que fazer em benefício das pessoas.