Artigo: A televisão de todos os bageenses

Não há dúvida, a TV Câmara é um divisor de águas na política bageense. Desde a sua fundação, em 2010, por iniciativa de minha irmã Adriana Lara, então presidente da Câmara, aproximou a comunidade do trabalho legislativo, deu à população o privilégio de compreender as ideias e as atitudes de cada vereador. A TV Câmara revela quem é quem, como pensa e o que quer para Bagé.
Pois a partir de agora, desses cinco anos de atividades, completados no dia 4 e comemorados na noite de 18 de novembro, a televisão será definitivamente dos bageenses, pois passará a transmitir em canal aberto, estará em todos os aparelhos da cidade, sem exceção, seja nas Palmas ou na Sete de Setembro. E, se o simples surgimento do canal, há cinco anos, mexeu com a cultura política do município, mesmo restrito à transmissão via cabo, a partir dos próximos dois ou três meses, quando começar a colorir todos os lares e locais de trabalho de Bagé, um novo mundo nascerá na consciência dos cidadãos desta terra, pois uma ferramenta de informação, educação, cultura e entretenimento estará ao dispor das instituições e das pessoas que fazem pelo bem da comunidade. Afinal, são 24 horas diárias de conteúdo. Um tempo em que todo o auxílio, toda a parceria proposta para o melhor da cidade será bem-vinda.

Mais que as transmissões das sessões e outros atos legislativos, a TV Câmara levará aos lares o interesse coletivo, o trabalho realizado em instituições sociais, culturais e educacionais. Debaterá assuntos de relevância para o município. Produzirá programas de esclarecimento e luz à cidadania.
Os trabalhos técnicos estão sendo realizados, o espaço para a instalação da antena já está locado, o canal 18 liberado pela Anatel, através do Ministério das Comunicações, e agora falta pouco para que a nova transmissão se torne realidade.  

No entanto, o amadurecimento do trabalho de produção do canal deverá passar por um processo de reformulação e regramento. Após ser realizado o concurso público, em que a maioria das vagas foram destinadas à televisão, o próximo passo será a efetivação de um cronograma de trabalho para dar vazão à demanda de produção de conteúdos e a criação das normas de produção, programação e redação da TV Câmara Bagé, balizada por um grupo gestor constituído por membros do Legislativo e da sociedade civil. Ou seja, um órgão de comunicação tão importante para a cidade não pode ficar à mercê de uma pessoa, aquela que está à frente da Câmara. Não queremos uma televisão caixinha de surpresa, mas algo consistente, produtivo e para o bem das pessoas. Teremos um órgão de comunicação que funcionará sob o olhar, a vigilância e a fiscalização da comunidade bageense.

Eis um sonho que declarei nos primeiros dias em que cheguei à presidência da Câmara. Eis um sonho realizado graças ao esforço de uma equipe de trabalho a quem só tenho a agradecer, com a convicção que se cercar de profissionais ativos e competentes resulta sempre em excelentes frutos. A TV Câmara aberta é um fruto desta safra.