Gente precisa de atenção de quem se importe com seus problemas

Divaldo Lara – prefeito de Bagé

A violência no Brasil está tomando proporções inimagináveis. Não apenas nas grandes cidades, mas também nas médias. A causa dessa crescente mudança nos índices de criminalidade tem sido estudada e debatida nas universidades, escolas e instituições públicas de direitos humanos e segurança. Chega-se a inúmeras conclusões, mas a busca de solução é frágil. Atacar o efeito e não a causa é solução paliativa ou não pode ser considerada solução.
O País errou e continua errando nas questões relacionadas aos cuidados com as pessoas, principamente com crianças e adolescentes. O Brasil necessita se corrigir e aprender a tratar bem aqueles que precisam de atenção por sua condição social. Por mais que especialistas citem que a origem da violência está na carência da educação ou na falta de alimentação, a verdade é que por trás de tudo que engloba tais teses encontramos um ponto falho, essencial: falta atenção e carinho para quem tem responsabilidade de cuidar, educar e oferecer uma nova perspectiva de vida aos assistidos.
Programas, projetos e ações isoladas carecem de gente de verdade, gente que se importe com gente. É claro que não generalizo, não faz parte de meu jeito de ser a generalização. Porém, haveremos de convir que Fome Zero e Pátria Educadora, entre tantas e tantas outras ações, mostraram-se ineficientes para mudar o quadro da violência no Brasil. Em mais de uma década petista à frente do Governo Federal as prisões transformaram-se em um depósito maior de seres humanos à margem da sociedade. Infelizmente. No entanto, esperava-se o contrário, porque o anúncio de programas sociais foi uma constante e plantou-se a esperança de dias melhores.
Os números da violência pareceram desmentir todo o esforço alardeado. E, volto a insistir, faltou carinho e atenção com quem mais precisava. Todo o ser humano quer e clama por um olhar atento, pede por uma acolhida de quem realmente demonstra em gestos e atos que gosta de ser e fazer o que está fazendo – cuidando de gente.
Reduziremos os índices de violência, de fome e aumentaremos a escolaridade no Brasil quando os agentes do governo demonstrarem que gostam de gente. Caso contrário, vamos continuar com a triste sina de incentivar cidades a construir presídios; vamos continuar a pedir socorro para que o exército faça a segurança nas ruas, e assim, viver encerrados, num labirinto sem descobrir saída.

Crescimento econômico
Pensar o desenvolvimento de Bagé, apontar diretrizes, planos e estratégias são pautas diárias em minha agenda de trabalho. Em uma publicação da Revista Exame, de novembro de 2013, a análise dos números do Ibope Inteligência indicam o crescimento de cidades médias no Brasil que atingiram um crescimento econômico em torno de 153%, medido pelo PIB, em seis anos.
O fenômeno é consequência da busca de investimentos em municípios fora dos grandes centros, que apresentam saturação. É óbvio que entram nesse rol migratório uma série de fatores contributivos, como os incentivos fiscais, mercados emergentes, infraestrutura eficiente e uma nova ordem estrutural direcionada de capacitação profissional.
Também existe a opção de profissionais residentes em capitais mudar para o interior porque querem melhor qualidade de vida.
São fatores como esses que me permitem debruçar sobre projetos de desenvolvimento, buscar uma solução para a água de Bagé, as estradas de produção, o aeroporto, o saneamento básico, a instalação de um instituto científico e tecnológico e o apoio efetivo nas ações de nossas universidades e escolas técnicas.
A nossa cidade está no coração do Pampa. A 200km do Superporto de Rio Grande. Próxima de Uruguai e Argentina.  É pólo da região da campanha.
Sendo assim, o que nos falta é compreender a realidade e trabalhar para mudar paradigmas, sem desrespeitar nossas vocações, mas agregando valor ao potencial do agronegócio.
Desenvolver Bagé,  gerar emprego e renda são pautas de minha agenda diária.