Bases para um futuro de cidade desenvolvida

Estamos próximos dos 10 meses de gestão à frente da Prefeitura de Bagé. O principal objetivo: montar as bases para o desenvolvimento social e econômico do município. Nesse sentido, avançamos e muito em curto período. Essencialmente nas relações institucionais com os governos federal e estadual, assim como a aproximação com o setor privado. Exemplos marcantes desse intuito é a aprovação, pela Câmara de Vereadores, do Programa Municipal de Parcerias Público-privadas e a tratativa para a retomadas dos voos comerciais com a Azul Linhas Aéreas.
Outro ponto importante nessa engrenagem rumo ao desenvolvimento é a volta a uma relação séria com a Caixa Econômica Federal, conseguindo desembarçar projetos trancados e liberar a pauta para novos empreendimentos. Nesse rol, cito a retomada da obra da barragem e o projeto aprovado para a construção de 1162 casas e apartamentos; duas grandes obras estruturais.
Um governo quando começa, amparado em um novo modelo, tem de arrumar a casa. E Bagé necessitava dessa arrumação e de um choque de gestão. A população escolheu nosso projeto porque acenamos com uma nova cidade que partiria rumo ao desenvolvimento. Explicar isso a uma grande equipe que toca uma máquina acostumada a um determinado ritmo durante anos, não é fácil. Mas é necessário.
Saúde, educação e assistência social são prioridades para andar par e passo com as diretrizes do desenvolvimento. A retomada do Complexo KM 21, projeto com sérios problemas e abandonado, mostrou que é possível consolidar a Economia Solidária quando há vontade e intenção de fazer, mais e melhor. A instalação de Centros Médicos de Referência, com profissionais especialistas nos bairros, é um avanço na área da saúde. Trata-se de um programa moderno que será ampliado, diversificado e aprimorado nos próximos meses. Na Educação, a melhora tem o reconhecimento da população na qualidade do ensino, na preparação dos professores, no aumento do número de vagas e na atenção especial a cada escola de nossa cidade. É um caminho que está sendo traçado ainda e já apresenta resultados.
O projeto de desenvolvimento de Bagé, que pretende a instalação de novas empresas, tornando o município eficaz na preparação de mão-de-obra, consistente nas tecnologias de transmissão de dados e eficiente na base estrutural, é o mesmo projeto que faz grande mudanças nos três pilares sociais: educação, saúde e assistência social.
Quando anunciamos novas casas para a população, ousamos asfaltar grandes trechos de avenidas ou projetamos um novo sistema de iluminação pública, tratamos de mudanças na estrutura do município, que se torna mais acolhedor e mais bonito. Isso é desenvolvimento. Nenhum novo empreendimento acontece se o lugar é sujo, abandonado e sem as mínimas condições de sustentação.
Quando retomamos o anel rodoviário, pavimentamos as avenidas Itália e a Attila Taborda, citando apenas três exemplos, somamos em um ano 10 quilômetros em asfalto. Na campanha eleitoral, anunciei pavimentar 50 quilômetros de vias em Bagé. Fazer isso significa atenção ao desenvolvimento. Porque o bageense há de convir: basta uma chuva, como a que vimos nos últimos dias, para tornar a cidade um caos. E o que é isso, se não o descaso com o pavimento? Concordo, sim, com aqueles que reclamam das condições de nossas ruas e também sou um crítico no mesmo sentido. Porém, não podemos esquecer que deixar de lado obras asfálticas e abandonar o parque de máquinas da prefeitura contribuíram para fazer uma cidade atrasada. Resta-nos correr atrás das condições para mudar a atual situação. Uma vez ou outra acreditei naquela história de “Bagé cada vez melhor”. Mas não era bem assim. Aliás, estávamos distante dessa condição.
Enfim, após 10 meses de gestão, concluímos que as bases começaram a ser consolidadas, trabalhamos bastante para isso, e muito temos a fazer.
Faremos.